Mantenha a sua equipe motivada e bata a meta do ano

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O termo crise econômica vem, frequentemente, acompanhado de outras palavras que se repetem como um mantra negativo: desemprego, dificuldades financeiras, corte de gastos e readaptação são expressões que se fortaleceram nos últimos dois anos.

E se você usar este contexto a seu favor e pensar em uma estratégia que traga engajamento, foco, valor e resultados positivos para toda a sua equipe? Pense no seu funcionário como parte essencial do todo, olhe-o como o indivíduo que ele é para enxergar através de sua perspectiva e entender o que o motiva e o que lhe causa desmotivação.

A princípio a dica parece complicada, muito romântica e, talvez, até um pouco utópica, mas não é. Empatia é uma palavra chave que funciona bem em qualquer ocasião, ao colocar-se no lugar do outro, fica fácil entender as necessidades, expectativas e alinhar com o que você pode contribuir.

Então, imagine a aflição que seu funcionário pode acumular trabalhando em uma empresa que não invista em comunicação, nem transparência quanto ao rumo e sua situação atual. Ele vai se questionar, diariamente, se existe alguma possibilidade de corte de gasto e, consequentemente, uma demissão de funcionários.

A Paula Giannetti de Lima, presidente do conselho deliberativo da Live University e diretora de recursos humanos da Votorantim, nos contou que “a falta de comunicação dos gestores sobre as perspectivas de negócio e oportunidades de desenvolvimento e carreira” são os principais causadores de desmotivação aos colaboradores.

A insegurança é um dos sintomas da desmotivação profissional, mas isso não pode acontecer com a sua equipe, e para te dar uma força, listamos a seguir algumas dicas que vão fazer toda a diferença para a sua gestão nestes tempos sombrios de crise.

1 - Liderança

Não basta gerenciar, é importante liderar. Seja um líder, fale aos seus funcionários com segurança, saiba para onde guiar a sua equipe, o que lhes pedir e como atingir o objetivo esperado.

Em conversa com a Beatriz Galloni, conselheira da Ibramerc e vice presidente de marketing da Mastercard, ela nos contou que “tornar o ambiente de trabalho agradável, permitir que os funcionários tenham desafios e liberdade para trabalhar, valorizar e reconhecer o bom trabalho e ao mesmo tempo dar ‘feedbacks” nos assuntos em que ele precisa melhorar ou fazer diferente” são atitudes essenciais para manter seu time motivado.

“Ter novos desafios, oportunidades de inovar e fazer projetos que consigam mexer positivamente os resultados do negócio. Ter autonomia para tomar decisões. Liderar um time que sabe mais do que eu sobre vários assuntos e é questionador, interessado” são, para Beatriz, o que a motivam a ser o melhor que ela pode ser. E, consequentemente, motivar a sua equipe.

2 - Trabalho

Colocar a mão na massa é o termo mais adequado para se referir à palavra trabalho neste contexto, vestir a camisa também cabe bem, levando em consideração a dificuldade que tem sido para muitas empresas manterem a receita em ordem.

Os lucros dão lugar aos prejuízos, e muitos negócios faliram até este momento, mas os grandes gestores que conseguiram manter a qualidade dos seus serviços no nível esperado, são os que entenderam que o colaborador é peça essencial do seu negócio.

Para a Paula Giannetti “comunicar e engajar quanto ao propósito e objetivos do negócio e todas as ações de investimento em pessoas nas mais diversas dimensões” são ações que despertam na equipe esta vontade de dar o seu melhor.

Guiar o funcionário no caminho certo, mantendo diálogo e expondo todas as informações à equipe é a atitude acertada para evitar que seu profissional sucumba à desmotivação.

3 - Foco

A palavra foco deve ser usada como um mantra, visto que de nada adianta trabalhar sem definir qual o objetivo, estabelecer metas, números e resultados.

O objetivo da área de recursos humanos, em tempos de crise é de acordo com a Paula “auxiliar os gestores no processo de comunicação e engajamento dos funcionários com o propósito da empresa e reforçando sua proposta de valor como empregador”.

“Comunicar, periodicamente, indicadores como aproveitamento interno, retenção de talentos, reconhecimentos e treinamentos realizados são ações que ajudam neste processo, pois, dão visibilidade aos empregados, que mesmo em momentos difíceis a empresa continua a valorizar e investir em pessoas”.

5 - Treinamento

Em tempos de crise é indispensável preparar a equipe com treinamentos, reuniões, palestras e workshops, por exemplo. O profissional se sentirá útil e verá em seus desafios novas perspectivas dentro da empresa.

De acordo com a Paula Giannetti, um dos maiores desafios do profissional de RH nesse período é “conseguir a competitividade da organização para reter ou atrair talentos, mantendo uma gestão sustentável dos custos de pessoal (que em geral são uma parcela de grande representatividade) para alcançar os resultados do negócio”.

Equilibrar as necessidades da empresa e do funcionário, manter a motivação e, ainda, lidar com o medo de que a crise afete seus lucros são fardos pesados, e é aí que entra a importância em manter seus colaboradores em constante treinamento.

6 - Adaptação

As grandes empresas precisaram se reinventar para uma adaptação que garantisse segurança, a fim de manter a motivação dos funcionários.  E, desta forma, manter os lucros dentro do esperado.

“Pensar de forma diferente, buscar novas oportunidades de negócio fora do tradicional, como, por exemplo, atuar em novos segmentos como a aceitação de cartões MasterCard em meios de transportes como ônibus e metrô, ou ainda, para citar apenas mais um projeto, a implementação de pagamentos via celulares, o que permite que pessoas que não são bancarizadas possam agora transferir dinheiro para outra pessoa via celular” foi, de acordo com a Beatriz a atuação necessária para lidar com a crise.

O que concluímos?

Vimos até aqui que é difícil lidar com a desmotivação no ambiente de trabalho, como a crise econômica afeta a autoestima e a segurança dos profissionais e como é extremamente importante, da parte do gestor, assumir uma postura de líder e fortalecer o diálogo com seu funcionário.

Para a Beatriz Galloni “desafiar o funcionário a fazer coisas diferentes, valorizar cada projeto bacana que ele implementar, por menor que seja” é uma das medidas mais assertivas nesse tipo de situação.

Você entendeu que transparência com a equipe, bons treinamentos, comunicação interna e valorização do seu profissional são essenciais para mantê-lo motivado, certo?

Então, não tem erro, só seguir neste caminho que o sucesso está garantido.

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